Blog da Mota: Reflexão
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segunda-feira, novembro 26, 2007

Ao Primeiro escrevo o que penso


Pai, foste cavaleiro.
Hoje a vigília é nossa.
Dá-nos o exemplo inteiro
E a tua inteira força!

Dá, contra a hora em que, errada,
Novos infiéis vençam,
A bênção como espada,
A espada como bênção!
Fernado Pessoa

Pai, foste tu quem criou esta pátria já esquecida, infectada pelo próprio sangue, foste tu que com a ambição de ser maior do que aquilo que todos os sábios homens diziam que podias ser, foste tu com essa mão que repousa num gelado tumulo, que abris-te o caminho para o desconhecido.
Mas que desconhecido é este pelo qual teus olhos se inundaram de lágrimas para ver desbravado, serão mouros, serão mares, ou serão apenas sonhos que nem tu nem os nossos sonham atingir?
Que pensas tu pai, quando os teus castelos são vistos com olhos de troça, deixando morrer os teus passos pelo luar, quando vislumbravas terras que não eram tuas, mas que a vontade de as glorificar era maior do que o sonho de qualquer rei imundo.
Diz-me Pai, se o povo pelo qual lutas-te, pelo o qual eu escrevo, não está munido de uma forte falta de patriotismo, diz-me pai, se á razoes para que os meus olhos se afoguem em lágrimas, dia após dia, depois da nossa pátria ser atingida pela inferioridade rotulada por homens sem escrúpulos, insensíveis a todo o que é arte.
Fulmina-me o coração saber que a pátria que amo, é sem hesitar, ferida com criticas, insultos, que posso eu fazer, dizer ou até mesmo escrever, para que esta tua gente esquecida e ingrata, olhe para a bandeira que deixas-te ficar hasteada, e sinta o orgulho que sinto, o orgulho de um verdadeiro peito Lusitano.
Que interessa, a esta gente sombria, aqueles que pela sua pátria perderam a vida, a que é que á gente da cobiça e luxúria, serve estas palavras escritas por um patriota à beira-magoa, que sofre por uma amada a qual não poderá tocar, nem cantar os versos que para ela escreveu.
Dai a tua bênção á minha espada para que possa combater os infiéis de hoje, e dai-me a toda a tua força e bravura, para que possa continuar a olhar com franqueza para esta bandeira que empunho, com a franqueza de ser português, e nada mais querer, apenas sentir essa bandeira no meu peito.
Tu, com a tua espada abris-te as portas do Quinto império, eu com uma caneta e um papel amarrotado serei mais um a remar para esse infinito de ideias, turbilhão de pensamentos, e para junto da perfeição.
Pai, foste cavaleiro, agora eu sou poeta.

terça-feira, novembro 20, 2007

Horizonte

Ó mar anterior a nós, teus medos
Tinham coral e praias e arvoredos.
Desvendadas a noite e a cerração,
As tormentas passadas e o mistério,
Abria em flor o Longe, e o Sul sidério
'Splendia sobre as naus da iniciação.


Linha severa da longínqua costa -
Quando a nau se aproxima ergue-se a encosta
Em árvores onde o Longe nada tinha;
Mais perto, abre-se a terra em sons e cores:
E, no desembarcar, há aves, flores,
Onde era só, de longe a abstracta linha.


O sonho é ver as formas invisíveis
Da distância imprecisa, e, com sensíveis
Movimentos da esp'rança e da vontade,
Buscar na linha fria do horizonte
A árvore, a praia, a flor, a ave, a fonte -
Os beijos merecidos da Verdade.
Fernando Pessoa

Deslumbro este céu, céu que todos os dias o vemos, muitos se perdem pela sua beleza, ficando eternamente maravilhados pelo facto de que algo tão belo não pode ser tocado, não o podemos ter na nossa mão e suavemente aprecia-lo, outros quase o ignoram.
Todos os dias, desde que a aurora ilumina esta terra cheia de imperfeições, até que o ultimo raio de luz do sol escapa ás garras da escuridão, para que a lua tome o seu trono e governe a noite, todos os dias, todas as noites ele ali se encontra, delimitado apenas pela fina linha do horizonte.
Que linha tão extraordinária, tantos segredos esta esconde, tantos homens deram a sua vida em vão para a atingir, passar para um outro mundo, onde a matéria não passa de pura inutilidade e o espírito reina em terras que não têm forma, nem feitio, apenas pedaços de pensamento soltos algures no universos.
Mas esses Homens que a tentam passar, nunca a atingem, apesar de os vermos passar estes jamais conseguiram chegar perto, e sem rumo e sem destino perdem se no desconhecido, levados pelas correntes violentas de um mar o qual não sabemos o nome, e o qual desconhecemos a forma.
Sentado na praia, observo sem pressa o sol a passar essa linha, também ele não tem pressa pois sabe que parte para o infinito, ele sim parte para o mundo que tanto anseio conhecer, o mundo onde o meu espírito pode voar livremente sem que o meu corpo assim o impeça.
Com os joelhos juntos ao corpo, o meu olhar vagueia por um praia deserta, molhada pela impiedosa chova que cai cada vez mais forte sobre o meu corpo e sobre a areia que outrora fora o leito de mais um vagabundo sem rumo, que triste adormece sobe um céu estrelado, e penso, penso que o sol pensa, e questiono sem pensar, por que demora tanto tempo a desaparecer de um lugar tão imperfeito como este, se do outro lado desse horizonte se encontra esse mundo tão perfeito?
Para minha surpresa o sol, já sem forças para tal, responde “ A perfeição é algo que é demasiado perfeito para ser visto, a beleza esta na imperfeição do homem, para alem desta linha não se encontra a perfeição, encontram se espíritos imperfeito os quais os pensamentos brilham mais do que qualquer estrela, e a sua luz é mais do que a fama. Mas apesar de serem apenas mente e poesia, também foram carne e desgraça”.
A sua voz grave e melódica prolongou-se durante tempo ao qual não sei dar sentido nem nome, ao longe a guitarra começava a soar, o leve e ténue som das cordas a serem dedilhadas, era algo que a gente que não a ouve, não consegue perceber nem ver, é apenas a guitarra pela qual estou preso, para sempre preso no seu som.
Levanto-me e intuo um grito que se estende até ao mar, e para na tal linha abstracta, para lá dela o sol já não me ouve, para cá dela ele deixou a dor de ver, passou para o mundo onde apenas sente, e onde jamais poderei chegar.
A chuva impiedosa, essa continua a cair, por entre os rochedos faz se ouvir o cântico do mar a dar o sinal que a lua já governa este mundo, tímida mente observo-a sentada no seu trono, encoberta por pedaços de nuvens negras que intimida o meu olhar, e assim me sento, derrotado pelo próprio pensamento que é tão abstracto como a linha pela qual escrevo.
Para lá daquele horizonte pedem estar o desconhecido e o perigo, para lá de todo isso o que estará? Não sei ao certo, apenas sei o que vejo, e essa linha tira-me as asas de sonhar, um dia poderei voar como os anjos que pintam o céu de negro, e nesse dia poderei passar para alem desse linha imaginária.

terça-feira, novembro 06, 2007

Thinking...

Atentei na forma, como outras pessoas escrevem. Percebi, analisei, comparei e conclui. Tenho uma noção muito simples acerca da minha escrita: crua, nula de classicismos, nutrida de uma ironia inconsciente, mas sobretudo sentida e espontânea. Talvez por não possuir tais capacidades ou simplesmente porque a minha imaginação não me impulsiona para esses caminhos, escrevo sem recorrer a todos aqueles "palavrões" aos quais ninguém conhece o significado, mas que nos conferem a nós escritor, uma imagem superior;não tendo a recorrer a grandes analogias e comparações complexas, um pouco como tão bem faz o Manha, mas sim a ser directo e pragmático. Sem ter nada contra quem destas formas escreve, admirando-os até. Assim, enquanto este pensamento corria fluentemente pelo meu consciente, fiz constantes analogias ao mundo musical, tipo um guitarrista técnico e complexo vs aquele que apesar de ser menos rápido consegue ser mais melódico e virtuoso:


(Virtuoso e melodico- Best ever!!!)

passei pelos tipos de inteligência que de certa forma estão intrinsecamente ligados ao assunto, sendo que inteligências diferentes se revelam em comportamentos diferentes, até que conclui que a forma como nos expressamos e desta vez não só através da escrita, mas de qualquer comportamento visível, está sobretudo ligada á forma como percebemos e vivemos a nossa vida. Não conseguindo aqui afastar o meu egocentrismo, vou tomar-me como exemplo. Ora, sendo naturalmente despreocupado, abençoado por uma genética que me permite o esforça mínimo e mesmo assim conhecer sucesso relativo, sendo eu adepto da tão virtuosa vida boémia digna de qualquer rockstar (isto é o meu mundo de fantasia a funcionar) é sem surpresa que a minha escrita(tomando esta forma de expressão também como exemplo) se apresente descuidada, desnutrida de tudo o que posso ser conhecimentos provenientes de qualquer tipo de estudo, assente no sentimento e nos pensamentos do momento, produzida e nunca revida, nunca resultante de ideias organizadas e sobretudo nunca apresentada de forma a ir ao encontro de algum tipo de leitor, mas sim de forma a ir de encontro as necessidades que tenho de me exprimir. Sintetizando, sendo eu desorganizado e impulsivo, a minha escrita vai ser igualmente possuidora de tais características, por outro lado, alguém organizado e ponderado, escrevera de acordo a sua personalidade. Enfim, mais um texto que puderá ser maçudo, aborrecido e sem interesse mas que me deu muito gozo em escrever. Queria presentear-vos com uma das minha hilariantes piadas munidas de um sarcasmo incansável pelos demais, mas não me está a ocorrer nada por isso resta-me acabar com o texto!

sexta-feira, outubro 26, 2007

Music: The mirror of society

Se pensarmos com clareza, a arte surgiu, desenvolveu-se e evolui conforme a sociedade e os valores por ela defendidos. Assim, num dos meus muitos momentos de exaltação contra aquelas "coisas" que se ouvem hoje em dia e ás quais alguém, por algum motivo que eu não consigo descortinar, se lembrou de chamar música surgem no mesmo sentido que se inclina a minha revolta contra a juventude onde eu, apesar de não me sentir como tal, estou obrigatoriamente incluído. Numa sociedade, onde os sentimentos sinceros, altruístas, baseados em valores e não em popularidade, níveis de beleza artificial ou noutra qualquer futilidade que esteja em voga, são desvalorizados, é com (infeliz) naturalidade que a música comercialoide que se soa nessas Mtv`s (Ail Hail MTV2) seja putrefacta e nula de sentimentos, ou seja, claramente quem a faz fá-la por amor ao dinheiro e não a arte, fá-la sem a vontade de transmitir uma mensagem, fazer ouvir os seus ideais ou génio sombrio, fá-la de forma a que esses formatados a ouçam sem terem de processar muita informação, para que a ouçam durante 1 ou 2 meses e depois a esqueçam! O que importa é que durante esses 2 meses esses so called "músicos" enriqueceram e compraram mais uns tantos carros topo de gama e uma ou duas mansões! Neste ponto quero esclarecer uma questão: de forma alguma sou contra o sucesso, ou digamos, o facto de uma música ou banda se tornar comercial(tanto que os Pink Floyd, minha banda favorita, possuem o 3º álbum mais vendido de sempre; Dark Side of The moon) até porque me parece lisonjeador o publico reconhecer o talento e esforço de um artista, mas apenas defendo esta tese quando é o publico a procurar a música quando é o publico que torna a musica comercial e não quando a música é feita com a intenção solitária de agradar ao publico e não de expressar os sentimentos do artista! Fiz-me entender? Os Pink Floyd, nunca mudaram o seu estilo para acompanhar as tendências, manterem-se fieis, não deixando de vender muitos cd´s e de esgotar recintos! Agora, fico fulo ao ver a música ser maltratada por esses ignorantes! Mais, quando por acaso alguém ouve uma qualquer musica do meu mp3, eu é que passo por ser o inculto por ouvir Floyd, Zeppelin ou Dc...a verdade é que também aprecio o facto de pertencer a um grupo restrito de pessoas, que realmente ouvem boa(rock) música!Já as outras em vez da bosta que ouvem, podiam ouvir um bom hip-hop, ou transe ou whatever porque apesar de eu apreciar e defender o rock e o blues, não quer dizer que não saiba admitir que existe boa música nos outros géneros musicais! Deve existir por aí muito rap, que seja pelos entendidos da questão "bom", mas nunca os 50 cents que vemos na tv! Poupem-me! E essas baladas de amor e desgostos, cantadas por essas popstars bem vestidas?! Por favor! não se deixem formatar, nem manipular acordem, definam os vossos gostos, cultivem a vossa inteligência! Não deixem que seja a MTV a faze-lo!!



segunda-feira, outubro 15, 2007

Loucura minha

Louco, sim, louco, porque quis grandeza
Qual a sorte a não dá.
Não coube em mim minha certeza;
Por isso onde o areal está
Ficou meu ser que houve, não que há.

Minha loucura, outros que me tomem
Com o que nela ia.
Sem a loucura que é o homem
Mais do que besta sadia,
Cadáver adiado que porcaria.

Este poema foi escrito pelo grande poeta português Fernando Pessoa, é intitulado de D. Sebastião rei de Portugal, é fantástico não é, hoje na minha aula de Português foi analisado este poema, e eu rapidamente fiquei cativado por ele.
E perguntam vocês o porque de me ter deslumbrado por tal poema, o que é que um poema de duas estrofes tem de tão especial, a resposta esta no próprio poema, simplesmente me cativa a própria loucura do poema.
A definição que Pessoa dá á loucura é simplesmente brilhante, fazendo ainda melhor, pondo essas palavras na boca de um rei que sonhava demasiado alto.
A loucura de Pessoa é a minha, sim também eu sou louco, pois quero grandeza, mas ao contrário de D. Sebastião, não quero a grandeza das terras, nem das fortunas Árabes, nem mesmo a fama, apenas pretendo a grandeza de espírito.
A grandeza de espírito, a paz interior é algo que procuro á muito tempo, dia após dia, busco nas coisas mais pequenas da vida, algo que me faça sentir bem, que me faça sentir vivo, útil, e ao mesmo tempo relaxado e feliz.
Apenas consigo pequenos momentos como esses, nesta minha existência que parece um turbilhão de acontecimentos, até agora apenas descobri uma coisas que faz com que o meu mundo se equilibre, que eu solte a minha própria frustração, e que ao mesmo tempo me faz sentir que sou útil e mais que um simples ser humano, isso é a escrita.
Só esta me dá a possibilidade de expressar o que sinto, o que tenho dentro de mim e não sai por muito que desabafe com alguém, é sem duvida a escrita que mantêm o meu ser vivo, independentemente se é poesia ou prosa, o que eu preciso é de escrever.
Isso sim, isso é que é a grandeza de espírito, isso é o que eu procuro, são nestes pequenos momentos de inspiração literária que me sinto como um pássaro, que sinto que não á limites para sonhar, posso dizer que tenho ambição, e essa ambição é no fundo espalhar as minhas palavras por aqueles que por elas querem ser tocados, e fazer pensar aqueles que dizem não ser loucos.
“Sem a loucura que é o homem mais que a besta sadia”, o que é o homem sem poder criar, ambicionar algo, pois não passara de um mero pedregulho que esta na terra sem qualquer vontade de singrar na vida ou fazer a diferença, passando a sua vida na sombra de um rotina taciturna, ou apenas um “cadáver adiado”, a isso eu chamo de porcaria.
Se ser louco é ser sonhador, diferente, criativo, ambicioso, então chamem-me louco, ponham me no hospício, pois eu sou o maior deles todos.

terça-feira, outubro 09, 2007

Gente

Mais uma palavra que utilizamos todos os dias, com imensos significados, mais uma vez não sei qual é o certo, mas quem o sabe?
Como quase todas a palavras do nosso dicionário também gente me faz pensar, divagar, mas por mais que tente pensar de outras formas esta palavra traz me sempre á cabeça duas palavras distintas, igualdade e diferença.
Gente normal e gente como nós, que diferença abismal entre as duas, gente normal ou simplesmente gente, vive uma vida normal, sem grandes pensamentos, adaptam-se a uma rotina e toda a sua vida, todos os seus pensamentos, giram á volta dela.
Já a Gente como nós, bem esses são diferentes, começando pela maneira de pensar, de ver o mundo, e sem duvida, tentam fugir da fatal rotina do dia-a-dia, gente como esta, com uma simples palavra voa, procura significados, e sem duvida tenta chegar a conclusões que outros não chegaram.
A mente da gente normal parece formatada, para receber toda a informação que possam dos bombardeamentos de coisas como a televisão, que por seu lado também já estão prontos para debitarem todo o que as pessoas normais querem ouvir.
Mas o que raio é que me leva a pensar que não sou um deles, ou como é que vocês sabem de que lado do muro é que estão?
Esta era uma pergunta que me assombrava constantemente, a dificuldade em saber para que lado é pendia o meu espírito, não digo que as pessoas como nós sejam génios, porque nem todas o são, são simplesmente diferentes da Gente.
Quem dera não escrever este texto, poder dizer que todos pensão, reflectem, que realmente pensão em coisas como eu penso, mas visto bem, não seria assim tão bom, ainda bem que pensamos todos diferente.
Por sermos diferentes, acho que é isso que torna este mundo mais interessante, mas falava de gente não era?
Apesar de continuar a ver pessoas que duvido que façam parte de algum destes grupos e fazem parte de um outro que sinceramente nem vale a pena referir.
Mas o que me faz mais pensar é ainda a felicidade, o que será melhor, viver como a gente normal, preocupando-se com as pequenas coisas do seu dia-a-dia, ou viver atormentado pela sua propriamente, pelas suas ideias, que por vezes são reflexões demasiado profundas?
Não sei, mas ao me considerar Gente como nós, vivo inquieto, pensativo, e por vezes taciturno, será que todo este pensamento é mau, até que ponto será brilhante pensar em coisas que a grande maioria das pessoas não pensa, ver o mundo com outros olhos?
Qualquer seja a resposta a esta pergunta, continuo a preferir como vivo, olhando para a vida de uma forma diferente, uma forma que não é a de um génio, mas que é suficiente louca para por algumas pessoas a pensar, pelo menos as pessoas como nós.

terça-feira, setembro 18, 2007

Tempo, eternidade, morte

Estas três palavras assombram o ser humano desde dos primeiros primatas, o homem sabe tão pouco sobre elas que só de pronunciar alguma delas cria logo uma infinidade de perguntas e conjecturas a cerca das quais.
Que tempo é este que o homem pensa que conta mas que desconhece a sua forma, afinal o que é o tempo?
Certamente não série eu a responder a essa pergunta, mas gosto de fazer esta pergunta aos comuns mortais que vagueiam pela terra, respondendo constante a interpretação que estes fazem dele, ou seja exprimem-no em horas.
Mas até quanto será fiável esta medição do tempo, será que o tempo se resigna a penas á passagem interminável de horas?
Uma coisa é certa, o tempo é perfeito, não falha, pois nunca ninguém viu ai um homem das cavernas a passear-se pela baixa do Porto, porá e simplesmente este tempo que o homem desconhece não tem o mínimo de erro, vai avançando independentemente da acção do homem ou a sua própria vontade.
Outra questão que se coloca aqui é que se depois de nós executarmos uma acção, a iremos voltar a fazer no “passado”, ou seja se existe mesmo um passado como mostram todos aqueles filmes de ficção cientifica, em que o rapaz viaja para o passado e para o futuro e moda o seu destino.
Pois isso não sabemos, pois nunca ninguém conseguiu voltar a trás no tempo, apenas sabemos que este tempo de que tanto falamos continua a avançar, sempre ao seu ritmo rumo á eternidade.
Mas o que é isto da eternidade, será que á uma eternidade, será que haverá algo que lá chegue?
Bem no bom sentido da palavra, eternidade significa para sempre, bem mas será que este para sempre tem um fim, algo que diga pronto aqui é o fim de uma eternidade, não me parece, pois eternidade também tem como sinonimo infinito.
Bem se é infinito, então não tem fim, mas se não tem fim, deve ser um pouco chato viver para a eternidade, seja como for, a boa lei das coisas diz que todo tem um começo e um fim, mas esta palavra é um para sempre, deixando nos com outra duvida será que tempo teve um inicio.
Pois lá esta outra pergunta á qual não tenho resposta, pois não faria sentido, de repente o tempo começou, mas então se não começou então sempre existiu, desde quando?
Muito provavelmente todas estas dúvidas ficaram até á minha morte, sim porque apesar de ser um pedaço de tempo, também eu tenho um fim, não seria divertido ficar aqui para responder a todas as minhas questões.
Mas aqui o ponto mais importante é a palavra morte, as outras duas palavras tem algumas das respostas nestas, por exemplo, com a morte o tempo acaba, e acaba também com qualquer hipótese de haver uma eternidade.
E o que é que haverá para além da morte, muitos acreditam que esta morte é apenas uma morte física, e que após a nossa mente se despega do nosso corpo e procura algo, depois disso existem varias teorias, outros afirmam simplesmente que com a morte física a nossa existência quer física, que espiritual desaparece.
Mas sobre esse tema nada sei, pois nunca morri nem tenciono morrer tão cedo, á ainda outra questão que me inquieta, mas será que depois da morte terei respostas ás perguntas que acabo aqui de pronunciar?
Tantas perguntas tão poucas respostas, enfim, sei apenas que cabe-nos fazer o melhor que podemos para as interpretar, procurar as nossas próprias respostas, e quem sabe viver na sua expectativa.

John Pedaço de Tempo

quinta-feira, agosto 09, 2007

A inocência de um filme

Quando vemos aqueles filmes românticos, onde a paixão entra os protagonistas é muito intensa, mas por qualquer razão chatear-se e ela arranja um rapaz que gosta, mas como ama muito o protagonista diz que não o ama e ele aceita mesmo amando-a, quem é que já não viu filmes assim?
Pois porque é que nunca ninguém se lembra dessa personagem, nunca se sabe o que lhe aconteceu, os protagonistas vão ser felizes para sempre, vão se amar muito para toda a eternidade, e com sorte ainda fazem outro filme com o casal a ultrapassar uma grande crise.
Mas nunca se sabe se o outro, que amava verdadeiramente a protagonista, vai alguma vez ser feliz, ainda tem muitas vezes o descaramento de junta-lo com uma pessoa que conhece no meio da rua, e se apaixonam e vão se casar ao mesmo tempo que o protagonista.
Muito bonito, sinceramente cada vez que vejo um filme desses fico com vontade de desligar a televisão, não sei porque é que estou a escrever este texto, acho que é pelo facto de se calhar estou a fazer esse papel no filme da minha própria vida.
Sinceramente não tenho vontade de fazer nada, ando caído pelos cantos a pensar em coisas como estas, que vendo bem nem vale a pena falar neste blog, mas vendo bem só com estes textos é que me deixam a minha mente um pouco preenchida, e não penso em coisas piores.
Mas vendo bem ninguém quer saber dessa personagem que fica abandonada, e que finge ficar feliz para sempre mostrando sempre a dançar no final desse filme ou a conhecer a mulher dos seus sonhos.
Ultimamente tenho pensado muito do significado da palavra Amor, não o tenho encontrado, o que eu pensava que era afinal parece que já não é, também o que é que anda com sentido dentro de uma mente como a minha.
As opiniões diferem, mas eu sinceramente não quero saber o que os outros pensão, para mim o amor ganhou contornos de sonoridade, estou apaixonado perdidamente por musica, para mim o amor ganhou contornos de versos, estou apaixonado por poesia, ainda tem forma de letras, estou apaixonado pela literatura, mas será que é o amor o que sinto por ti, ou por estas coisas que acabei de dizer?
Não sei, mas acho que se me ajudasses eu poderia descobrir.

quarta-feira, agosto 08, 2007

Planeta colonial

Caros leitores, a minha mente tem estado em estado de choque com os seus próprios actos, ultimamente, escrever tem sido a única coisa que me tem feito equilibrar o próprio pensamento, sem a escrita acho que seria mais uma pessoa com ideias fantasiosas, assim sou um louco com o poder da escrita.
Um dia ainda vão fazer um livro destes textos, mas isso são outras ideias, hoje quero partilhar convosco, uma das minhas mais estranhas e perturbantes ideias, não sei se alguns dos leitores viu no domingo um filme chamado a vila?
A historia roda á volta de uma espécie de aldeia medieval, nomeio do nada, mas para alem da floresta que envolve a cidade, existe uma civilização, a nossa civilização, um conjunto de homens e mulheres, para se protegerem do capitalismo e criminalidade, para que os seus descendentes não passassem para lá da floresta estes assombravam a aldeia com fatos assustadores de monstros.
Estes homens que decidiram avançar com esta ideia, apenas se queriam proteger a eles e aos seus dos perigos da sociedade de hoje, fazem do um acordo com o estado da Pensilvânia de maneira que se mantenham assim para um longo período.
Mas aqui o importante não é o filme mas sim a sua mensagem, as pessoas que já nasceram naquela aldeia, desconhece a existência de um outro mundo diferente do seu, de um mondo onde existe computadores, e outras coisas mais, estas pessoas são felizes na maneira que vivem, com o que têm.
Para estas pessoa a sociedade que existe para lá da floreste, não interessa, pois não podem ultrapassar o medo da floresta, e depois da morte dos primeiros que para lá foram, quem é que vai saber que existe algo como uma sociedade, ninguém, e essas pessoas vão continuar a viver a sua vida tal e qual como tinham vivido, apavoradas, com o simples facto de as criaturas do mato os atacarem.
Será que a história deste planeta não será exactamente igual á daquela aldeia, quem é que nós garante que um grande numero de pessoas vieram para este para fugir a uma civilização muito superior á nossa e não implantou todas estas “provas” da criação do homem.
Visto por esta prospectiva, então temos de acreditar que a nossa dita avançada civilização, não passa de uma plena colónia de pessoas cansadas da sua antiga civilização.
Achei bastante interessante este filme pelo facto de nós deixar a pensar nesta pequena teoria que aqui afirmei, fez-me também pensar nos valores da nossa sociedade actual, fez-me também pensar no sentido de todo o que me rodeia, nos valores que defendo, será que todos eles valem a pena, será que se partisse eu também para uma nova terra e formasse a minha própria sociedade, será que os meus valores seriam os melhores para estarem nesta nova sociedade.
No fundo o que os anciãos da aldeia acabaram por fazer foi apenas mais um ensaio para uma sociedade igual á que tinham fugido, pois aquilo que tentaram fugir é inevitável numa sociedade numerosa, e que os laços afectivos começam a desaparecer, a criminalidade, o dinheiro, a vontade de mandar vai reaparecer, poderá durar anos ou apenas dias opôs a sua morte.
Alem disso, a vontade de expulsar as criaturas da floresta vais ser cada vez maior, e iram chocar contra a sociedade já existente, pegando nisto que acabei de dizer, comparando com a minha teoria não é isso que o homem esta a tentar fazer ao expandir-se para o espaço, quem não sabe se não iremos chocar contra uma civilização muito mais avançada do que a nossa.
O filme tem um dos melhores argumento que já tive oportunidade de ver, foi uma ideia genial e falo por mim, este filme fez-me pensar em muita coisa, e reavaliar a minha ideia de vida lá fora, o espaço não é infinito.
Quem é que nos garante, que a um, milhão de anos-luz não existem outros planetas que também sejam habitados, e o nosso seja apenas uma mera colónia descoberta por pessoas que estavam revoltadas contra a sociedade onde viviam.
É uma ideia um pouco macabra, mas quem sabe não será verdade, mas isto são as minhas ideias.

quinta-feira, agosto 02, 2007

A vida nova

Caros leitores, hoje terminei a leitura de um dos melhores livros que já li até hoje, um livro que me tocou, pela sua escrita, pela sua envolvência, e sobretudo pela sua história.
O livro que vos falo é de “A vida nova” de Orhan Pamuk, um livro que conta a história de uma rapaz que um dia leu um livro e toda a sua vida mudou.
Um livro fantástico que vou guardar na minha memória, desdas viagens demoradas de camioneta ate locais longínquos, ate as longas conversas com personagens como Doutro Fino, Osman, e muitas outras conversas com personagens cujo nome mal consigo pronunciar, muito menos escrever.
A escrita que este grande escritor Turco é absolutamente envolvente, tendo alturas que parece que o autor fala directamente para nós, não é um livro de fácil compreensão, pelo contrário é muito profundo e distinto de todos os outros que já li.
Sendo uma pessoa que gosta muito de ler vi-me espantado com a demora que tive para ler este livro, quer tenha sido graças á sua profundidade literária, ou da fase de atribulação que passo na minha vida, demorei 3 meses a ler este magnifico livro, pois a cada palavra que lia via-me mais entranhado dentro da historia.
A vida de Osman mudou quando este leu “o livro” encontrou o seu amor quando persegui-o mais pessoas que o lessem, deixou-se levar na sua própria ilusão, mas só com o poder e a calma da idade é que realmente chegou á quilo que realmente “o livro”.
A minha vida ao longo destes 3 meses que passaram mudou, não sei se mudou para melhor ou para pior, sei que mudou, vejo as coisas de outra forma, ouço as coisas de outra forma, as pessoas de fora podem não o ver, mas eu mudei, mas hoje ao acabar de ler o livro de Pamuk, que fala num suposto livro que muda as vidas, eu fiquei pensativo.
Será que também este livro me mudou a mim, não ao ponto de sair de casa meter-me num autocarro á procura da cidade prometida ou de um anjo, mas será que mudou a minha maneira de pensar, de ver as coisas, será que eu também, a partir do momento que comecei a ler o livro, não procurei eu também uma vida nova?
Osman afirmava ter encontrado o amor da sua vida, como ele dizia, que tinha encontrado o seu anjo, eu não sei se o encontrei, nem realmente sei se alguma vez o vou encontrar, sei que este livro me tocou profundamente, desda relação de Osman com Janan, e do livro misterioso que escreveu o Tio Rifki.
Tal como Osman gostava de partilhar o que li, gostava que outras pessoas me dessem a sua opinião á cerca do livro que acabei de ler, saber se as suas vidas também mudaram, ou se foi apenas um mero acaso, quero saber se o livro as ajudou a ver a vida de uma outra forma.Tal como todos os que leram “o Livro” eu também ando á procura do meu anjo, só que não ando nas camionetas, estou assente na terra a ver se ele espreita para mim.

quarta-feira, agosto 01, 2007

Sozinho no meio de Milhares

Solidão, a própria palavra mete medo, mas por quê, porque é que nos assusta, que todos tememos, quem é que gostaria de morrer só, quem é que gostaria de viver numa solidão profunda?
Perguntas que têm uma resposta rápida e simples, Ninguém, mas, será que ao final de contas não vivemos na solidão?
Para que alguém consiga realmente responder a todas as perguntas que nos vão na mente sobre este assunto, é necessário descobrir o que é que esta palavra significa para nós, para mim tem um significado de pessoa deixada para trás, excluída, ignorada, sem ninguém em quem realmente confiar, sem uma única pessoa para amar ou ser amado, isso sim é estar sozinho.
Eu vejo a solidão para alem do não ter pessoas á nossa volta, pois, eles podem encontrar-se á nossa volta mas será que podemos contar com elas, será que são a pessoa que idealizamos ter ao nosso lado.
Um homem que morra e tenha muitas pessoas no seu funeral, ou pessoas que o acompanharam na sua morte, não quer dizer que este não tenha morrido sozinho.
A palavra solidão é difícil de explicar, pelo simples facto de nunca sabermos quando é que estamos sozinhos, quando somos abandonados pelos outros, ou quando simplesmente somos nós que nos isolamos dos outros, provocando a nossa própria solidão.
Por mais que nos custe, á quem se tente excluir, á quem faça de todo para que a solidão invada um coração despedaçado, que ficou com um espaço que não poderá ser preenchido por mais ninguém, ou aparentemente será assim, por mais que se mostra a essa pessoa que esta errada essa não escuta, apenas sente.
Mas digo isto e não falo só de amor, e não só algumas pessoas que o fazem, todos nós já o fizemos, pois acreditamos que a solidão é o melhor remédio para uma dor que nos atormenta o próprio raciocínio, por vezes estamos certos, mas também estamos errados, pois com isso esperamos que um dia todo volte a mudar e quem antes nos sorriu, volte outra vez.
Essa escolha trágica da espera pela felicidade, trás a muitos uma desilusão para uma vida, ou apenas uma grande infelicidade momentânea, este povo diz que a esperança é a ultima a morrer, mas eu contraponho e digo que pró vezes temos de ser nós a matar essa mesma esperança.
Mas quem sou eu para falar de solidão, e da necessidade de a combater, eu que sou o primeiro a fugir para esse buraco imundo, pois sou cobarde, eu que sou o primeiro parar, á espera que algo sorria para mim, e no meio dessa expectativa, ficam ilusões, trocas de olhares insignificantes, e esperanças patéticas.
Aconteceu por que não soube matar a esperança que ainda restava dentro de mim, e auto exclui-me, tentei separar-me, para ficar sozinho no meio de milhares.

sábado, julho 28, 2007

Sex, Drugs and Rock N`Roll

Em tempo de férias multiplico-me por diversas actividades que consomem de forma voraz o meu curto tempo. De tal forma, a minha ausência fez-se sentir neste blog durante alguns dias. Quando cá cheguei as visitas já tinham ultrapassado a marca das 2000 e tal como prometido, aqui vai mais uma mudança no visual! Na próxima segunda vou acampar, voltando na sexta, o que vai provocar mais uma ausência forçada, deixando-vos sedentos das minhas sábias palavras...fica a promessa de que quando regressar farei algo em grande(ou não), pois atravesso um momento de felicidade exarcebada o que torna a minha escrita menos cativante...will see! Até breve camaradas!


Whis You Were Here (Pink Floyd, Live)


quarta-feira, julho 11, 2007

Lutas de outros dias

Após uma longa reflexão sobre o tema de ontem hoje decidi dedicar este espaço a grandes homens e grandes mulheres, do passado.
Xanana Gusmão, para mim um dos homens mais corajosos de sempre, que defendeu o seu pais contra todo e contra todos, uma verdadeira fonte de inspiração para o seu povo, e um homem para servir de reflexão para todo o mundo.
Xanana nasceu e viveu a sua juventude nos arredores de Díli, a capital de Timor, a 20 de Junho de 1946, rápido teve de se adaptar á vida do trabalho pois por questões financeiras teve de sair da escola para poder ganhar dinheiro para a sua família, tinha apenas 16 anos.
Mas por volta de 1966 passou a ter um emprego na administração pública que lhe permitiu continuar a estudar, em 1968 Gusmão foi recrutado para o exército português onde serviu por três anos.
Após a revolta dos cravos, e de anunciarem que dariam a independência a Timor, Xanana envolveu-se profundamente na facção da FRETILIN (Frente Revolucionária de Timor-Leste Independente) e chegou mesmo a ser encarcerado pela facção rival, mas solto ainda nesse ano após a vitoria da FRETILIN.
Em fins de 1975, a FRETILIN ganhou o controlo de Timor Português e Gusmão foi libertado. Ocupou a posição de secretário de imprensa da FRETILIN. A 28 de Novembro de 1975, a FRETILIN declarou a independência de Timor Português como República Democrática de Timor-Leste e Gusmão foi responsável por filmar a cerimónia.
Nove dias depois a Indonésia invadiu Timor-Leste, a partir desse momento Xanana vagueou por todo Timor, e rapidamente se tornou no líder da resistência.
Em Novembro de 1992, Xanana é capturado pelas milícias indonésias, que tinham colocado o seu nome nas prioridades de captura, devido á sua divulgação nos media, foi brutalmente violado pelo colega de cela e foi-lhe negado o direito a se defender.
Mas nos finais de 1999, com ajuda dos estados internacionais, com grande participação de Portugal, foi libertado.
Depois da intervenção da ONU, Xanana foi convidado a dirigir o país juntamente com esta, e em Abril de 2002 ganhou com a esmagadora maioria, tornando-se assim no 1º presidente de Timor-Leste.
Outro homem que quero falar aqui é de Fidel Castro, eu sei que muitos de vocês não concordam mas acho que este homem juntamente com Che Guevara, são inspiradores, na medida em que repudiam a nação americana e todas as sua luzes ilusórias, e criaram uma revolução vinda do nada.
Fidel nasceu a 13 de Agosto de 1926, no estado de Holguín, em Cuba, foi educado em colégios jesuítas, como o La Salle, Dolores (ambos localizados em Santiago de Cuba) e Colégio Belém (em Marianao, Havana).
Já na politica Fidel critica o golpe de estado dado por Fulgencio Batista, uniu-se a jovens que editavam o periódico mimeografado clandestino Son los Mismos, e é a partir desse grupo de jovens, que depois fica ao comendo atacariam de assalto os quartéis de Moncada em Santiago de Cuba, em 26 de Julho de 1953 e fundaria depois o Movimento Revolucionário 26 de Julho.
Depois disto foi exilado para o México, foi ai que começou a prepara a grande revolução, com o apoio dos emigrantes nos EUA, foi para Cuba a bordo do Iate Granma, com varias dezenas de combatentes e em 2 de Dezembro desembarcaram na praia Las Coloradas, próxima a Niquero (Oriente), e se abrigaram em Sierra Maestra onde permaneceu por mais de dois anos a frente do Exército Rebelde Cubano, do qual era Comandante em Chefe.
A 1 de Janeiro de 1959, Fidel consegui acabar com o Governo de Batista, entrando vitoriosamente no dia 8 em Havana.
Castro rapidamente começou com um clima de hostilidade entre o seu país e os EUA, que levou mesmo ao embargo económico, comercial e financeiro imposto a Cuba pelos Estados Unidos que se iniciou em 7 de Fevereiro de 1962.
Fidel conseguiu encorajar outros presidentes de outros países latino americanos a fazer frente á cultura americana, como é exemplo de Hugo Cháves.
Mais recentemente, a 1 de Agosto de 2006, Fidel graças a uma doença grave teve de se retirar do posto de presidente de Cuba deixando o poder nas mãos do seu irmão Raul Castro, devido ao facto de nunca mais ter assumido o poder e de não ter aparecido ultimamente nos órgãos de comunicação, á quem diga que o revolucionário cubano já morreu.
Quantos mais se destacam de todos os outros, quantos mais deram a vida ou ainda dão por uma causa, por uma ideia, por uma arte, eu vou tentar mostrar grande parte deles, pois eles merecem isto e muito mais.
Decidi também por este vídeo do Valete Anti-Herói, uma música dedicado a todos os referidos até hoje, e os que ainda vêm.

terça-feira, julho 10, 2007

Genética, destino, Deus

Quando olho para estas 3 palavra fico pensativo, pois segundo muitas pessoas a nossa vida esta subjugada a estas 3 palavras.
Bem não sei, nem julgo as opiniões dos leitores, que seguramente já pensaram ou já duvidaram de algumas coisas que acreditam nestas 3 simples palavras que parece que muda ou decide uma vida.
No caso da genética, á quem defenda que todo o que vamos ser esta inscrito no nosso código genético, que independentemente daquilo que nos aconteça, da educação que tenhamos, dos problemas que vamos ter, que nada disso importa porque todo já esta decidido por um simples código dentro de cada célula.
Ou até o destino, onde as videntes o conseguem prever, que estamos predestinados a ficar sem uma perna ou que vamos casar com uma certa mulher, ou o facto do nosso filho ter um problema já estava destinado, era a nossa sina, tinha de nos acontecer não interessava as voltas que déssemos á vida.
E temos ainda Deus, o todo poderoso que decide a nossa vida por aquilo que rezamos, ou que castiga pelo número de pecados que temos, mas que se formos ao confessionário e rezarmos as ave-marias que esses pecados desaparecem.
Na minha opinião acho que isto da religião é todo uma chaxada, pois sei que está podre por dentro, e acredito que grande parte daqueles que se intitulam praticantes, vão á igreja ou á mesquita, dizem as suas rezas de cor e salteado, não sabem o que elas significam, mas enquanto fazem todo esse processo estão a desdenhar dentro da sua mente o que a vizinha vez ou a contar á parceira do lado a ultima da vizinha da frente.
Não estou a dizer que são todos assim por que eu sei que ainda á muita gente que entende os princípios bases e que ainda acredito no bom que tem a religião, mas mesmo esse são apanhados numa rotina de desinteresse por esta mesma.
Não quero com isto dizer que não acredito num ser superior a todo isto em que vivemos, porque alguém tem de ter criado isto, o inicio, mas não sei se é Buda, ou Ala ou se +e Deus, única coisas que sei é que existe algo, algo que nos criou, algo que ainda olha para isto mas que se desilude cada vez mais todos os dias.
Se realmente existir um Céu, e se as pessoa que lá entram só mente entram segundo a religião, eu quero perguntar a todos, se acham que lá merecem entrar, acho que ninguém honestamente, me vai conseguir dizer que lá entra, e porquê, porque todos já cometemos algo de grave que nos envergonhamos, todos temos podres e esqueletos nos armários.
Pessoalmente não acredito em destino, nem em astrologia, nem num fim certo para mim, sei como vou morrer só não sei quando nem como, e penso ainda que não é sina nenhuma que mo diga.
Mais do que todo acredito que somos nós que controlamos a nossa vida, as nossas decisões, sei que somos nós que lidamos com o acaso, esse acaso é todo aquilo que não podemos controlar e que eu acho que é um mero acaso.
Eu penso que não faz sentido existirem coisas com o destino que decide como vamos ser, ou um Deus castrador que decide a vida das pessoas e pelos pecados que tem faz com que essa nunca seja feliz.
Pois se fosse assim qual era o nosso papel aqui na terra servir de robôs enquanto esse Deus brinca connosco, e decide o nosso destino e nós vamos cumpri-lo á risca, qual seria o sentido de uma existência assim?
No meu ponto de vista, as pessoas vem medo de enfrentar os problemas que tem ou os problemas que criaram, e simplesmente refugiam-se nas malhas do destino, ou tem medo de procurar a sua felicidade e afirmam que o destino ira trazer algo melhor.Mas quem sou eu para dizer isto, eu que nem consigo descobrir a minha razão de existir.

segunda-feira, junho 18, 2007

Exame de filosofia

Caros leitores, venho hoje mostrar o meu total desagrado para com a época de caça que acabou de abrir, é verdade, começaram hoje os exames nacionais, e como todos sabem é nesta altura que os cérebros dos alunos começam a dar o Tilte.
E para que esta época de exames começa-se muito bem, logo ás nove da manha para todo o país exame de português, a que tal é bom logo para despertar, esses cérebros dormentes.
Mas meus amigos não fica por aqui para quem pensava que isto era muito, enganem-se, pois logo ás 3 da tarde mais um porreiro, é só para lembrar aos alunos que ainda se consegue ter diarreia vinda do cérebro.
Exame de filosofia, olha que fixe, neste eu também estou inserido, mas vocês caros leitores perguntam e muito bem, mas este estúpido devia estar contente, já acabou isto para ele.
O que se passa é que o génio que fez o exame, fez um exame que o prof. de filosofia disse que era difícil, e quero dizer aqui publicamente, se eu conseguir um 6 é porque me correu +-, se eu conseguir um 8 não foi mau, se conseguir um 10, obrigado a todos os santos que me ajudaram, e eu sou aluno de 14.
É só para verem a razia que foi, mas á piores do que eu, alguns 20 vão aparecer nas pautas de exame como 8 ou 7, mas como felizmente ouve alguém que teve o bom senso de criar segundas fases os danos vão ser menores, só mais 3 semanas a estudar, todo por causa de um exame que ninguém percebeu o que era aquilo.
Como não consigo arranjar aqui uma música muito degradante que possa dedicar á ministra da educação, fico só por vos dedicar este grande solo de guitarra do novo álbum dos The Withe Stripes, fiquem com Icky Thump, titulo do álbum e da musica.

sexta-feira, junho 15, 2007

Got me thinking about thinking

Lembrei-me hoje, de presentear todos os leitores da Mota, com um pensamento que tem vindo a pairar de forma ininterrupta pela minha mente. Ora, eu jovem sonhador e utópico, com a esperança e convicção de um dia contribuir para a formação de um mundo melhor(nem que para isso, tenha de oferecer com toda a gentileza o meu tão estimado corpo, aos bastões da polícia de intervenção, durante uma manifestação do G8), reflecti acerca das personalidades que me marcaram e marcam profundamente, e que serviram como impulsionadores de algo novo, homens que reuniram avalanches de pessoas em torno da sua causa. Sendo esta uma apreciação estritamente pessoal estou ciente que será também alvo de críticas ou até mesmo chacota(palavra mais engraçada), facto que sinceramente não me atormenta! Dando início as hostelidades:

Jesus Cristo



Eu não possuo nenhuma crença religiosa, apelidando sem medo, todos aqueles que a possuem como fanáticos que se recusam a aceitar a realidade. Acontece que, Jesus Cristo, apesar de ser defensor e impulsionador de uma causa que eu desprezo, conquistou a minha admiração precisamente pelo facto de ser um impulsionador, um mártir, morrendo pelos seu ideais suportando humilhações e torturas, sem nunca ceder, nunca desfraldando as suas convicções.

Adolf Hitler



Este verdadeiro estupor, representou e defendeu, todos os valores que eu me exaspero em combater e erradicar, deixando um legado de destruição e descriminarão! Mas o meu ódio,confunde-se com uma profunda admiração, quando tomo noção do que este homem alcançou! Se Jesus Cristo uniu o mundo em torno de ideais de fraternidade, humildade e tolerância, características que á partida todos veneram, Hitler, uniu milhões focado no ódio, no racismo, na xenofobia... o que me parece ser uma tarefa bem mais complicada!
Che Guevara



Este sim, um dos meus ídolos, um daqueles homens que eu teria orgulho em apertar a mão, um daqueles homens que eu seguiria fielmente! Um guerrilheiro sem igual, defendia a liberdade e a igualdade, lutando em vários países contra os governantes capitalistas em busca do poder do povo! Conhecido principalmente pelas suas acções em Cuba, quando contribui para o implantação do regime de Fidel Castro(outro grande homem, mas que não constará na minha lista), "EL Che", será relembrado para todo o sempre como um revolucionário.

Jim Morrison



Saindo agora de um domínio mais político e activista, foquemos-nos na componente cultural. Nesta variante um dos homens que mais me marcou, a mim pessoalmente, e ao mundo em geral foi sem duvida Jim Morrison. Um poeta, alcoólico e dependente de drogas, foi um dos impulsionadores da geração hippie, livre de preconceitos, desafiava todos os tipos de autoridade e além de ter mudado o panorama musical da altura, serviu como Messias de milhares de
jovens!

Kurt Cobain


Para os cépticos que ousaram pensar, que num qualquer devaneio intelectual meu, este homem não figura-se, desenganem-se! Mr. Kurt Cobain, evil genious, exímio a tocar guitarra, génio a compor tanto musicas como letras, este homem salvou o rock n´roll deu a conhecer ao mundo o grunge e continua hoje em dia passados 13 anos da sua morte a ser idolatrado por milhares de pessoas. Uma personalidade incontornável, que marcou profundamente uma geração!


E foi quando cheguei ao meu caro Kurt, que este meu passeio intelectual conheceu o seu fim....

terça-feira, maio 29, 2007

Falem agora ou calem-se para sempre

No pouco tempo em que vivi, a vida ensinou-me uma coisa, os nossos sentimentos não reflectem a realidade, apenas uma triste suposição de verdade ilusória que seria tão perfeita para nós.
É tão pouco aquilo que as pessoas podem dizer de mim e tão pouco que eu posso dizer delas, quantos de nos fazemos coisas que não queremos fazer, ou a quilo que não dizemos por termos medo daquilo que os outros vão dizer.
Claro que ah uns que dizem mais qualquer coisa do que outros, mas nem mesmo o Jim Morrison, disse todo o que tinha para dizer.
Como o mundo seria diferente se as pessoas no passado tivessem dito o que sentia-o em algumas ocasiões, ou se não dizem coisas nos momentos decisivos, como seria?
Como seria se o nosso avô tivesse falado com a rapariga que ele gostava la na aldeia, que por não ter falado ela casou com outro e então ele conheceu a nossa Avó.
Como seria se a nossa mãe tivesse sido convidada por outro individuo para dançar, nos nem estaríamos aqui.
E porque é que digo isto, simples porque há momentos na vida em que eu gostaria de ter dito algo, de ter dito aquilo que queria dizer, mas não foi capaz.
Mas faço o apelo a todos os que não conseguem:
- Digam o que sentem, porque se não aparece outra pessoa que não ama tanto como vocês e leva o que nos devia reconfortar.
Obrigado.

quarta-feira, maio 23, 2007

Triste Conclusão

Á dias em que as pessoas ficam mesmo chateadas com porcarias, com mosquitos insignificantes que insistem em chatear-nos e ainda se acham os maiores.
Pois bem é isso que me leva hoje a escrever, pois hoje Assis ti a uma cena brutalmente acriançada, alguns dos meus colegas roubara me a pasta e um espertinho enfiou-a no lixo, como toda a gente sabe por a pasta dos colegas no lixo é uma coisa para as criancinhas com dez anos.
Mas não é porcaria da minha pasta que eu vou falar hoje mas sim da porcaria que algumas pessoas têm dentro da cabeça.
Vou omitir os nomes das pessoas, não por medo por que lhes digo na cara o que penso, mas sim pelo pouco respeito que ainda tenho para com algumas delas.
Hoje depois de ter recuperado a minha pasta, e meter sentado furioso no meu lugar assisti a uma coisa que me deixou a pensar, o individuo que se intitula o macho da turma pró põe que as raparigas façam um desfile em cima de uma mesas, inicialmente ninguém queria fazer o desfile, mas como o “Machão” pediu muito lá foram algumas para cima das mesas.
Isto todo levou-me a pensar que se fosse outro qualquer a pedir mas que não tivesse uma cara bonita e umas roupas de marca, era muito bem capas de ter sido insultado ou até chamado de palhaço.
Isto levou me a pensar, “então o que é preciso para se ter o que se quer é só ter uma cara que as gajas achem gira e umas roupas de marca que sou o rei disto todo”, e realmente vim a constatar esse triste facto.
Afinal aquilo de gostar de um homem com sentido de humor, ou o interior, é que conta é todo uma chachada, pode se ser um borro, que se diz porcaria, o que penca é pior ainda, ser arrogante e tratar as pessoas mal, que isso não interessa, se se tem uma cara que as mulheres achem gira, elas vão atrás dele na mesma.
Mas a verdade é que ninguém se preocupa com o anormal que escreve poemas, para uma menina que vê na camioneta, e que é tão cobarde que nem consegue falar com ela, em que uma porcaria destas deixa todo chateado.
É difícil de entender isto, por mais que pense, por mais que dê voltas ás cabeça volto sempre ao mesmo ponto, ao nada, e quando pensamos que alguém é diferem-te, porque vê as coisas de outra forma, apanhamos uma desilusão.
E com todo isto chego a uma triste conclusão, as pessoas não julgam as pessoas pelo que está dentro da cabeça delas, mas sim pelo que está por fora.

Zé vê se ficas bem, e não voltes a fazer uma destas.

terça-feira, maio 15, 2007

Anger!!!!

Fiquei inspirado com o grande post do manha e cá vai algo em jeito de comentário ao mesmo, variando depois para o meu grito de revolta!!!


Estou na luta contigo! Porra como este grandes homens reportaram para o mundo, os seus ideais ao principio utópicos mas que com grande esforço e dedicação, acabaram por ser reconhecidos como verdades, fazendo este nosso mundo mudar!Onde estão esses homens hoje em dia?!podiamos ser nos jovens futuros revolucionários...mas 90% de nos estão neste momento a actualizar os seus hi5 pessoais, revelando nas pouses idiotas e nas roupas de marca, a futilidade que se vive dentro da geração jovem! Faltam princípios, faltam ideias, faltam personalidades assumidas e vincadas mas falta sobretudo a curiosidade de saber o que fez da nossa sociedade aquilo que ela é nos nossos dias, em saber quem foram os grandes homens e mulheres que mudaram a humanidade! Faltam a coragem e a inteligência para assumir ideais controversos, para discutir,analisar e concluir...vive-se com o medo iminente de ser olhado de lado pelos amigos, caíndo em esteriotipos de todos os géneros escondendo a própria personalidade por detrás de roupas bonitas!Porra, estou chateado com a minha própria geração, com aqueles que divido a responsabilidade de fazer o futuro! Não me identifico com vocês, seus fúteis anormais, deixem-se de hi5 e fotologs e dediquem-se ao conhecimento, queiram saber mais e não cultivem a vossa ignorância, enfestem-na com conhecimento e inteligência! Tomem o exemplo dos grandes homenes referidos pelo manha no post anterior!Grow up you bastards!!


Já agora,aprendam também o que é verdadeira musica e deixem-se de mariconcos, que se esqueceram que um dia já viveram no bairro e que hoje em dia pesam mais em ouro do que em kilogramas! Led Zeppelin "Stairway to Heaven"


Lutas de outros dias

Hoje, na minha habitual viajem de regresso na minha camioneta, foi a pensar na nossa sociedade, como todo esta um pouco degradado, no meio de mentiras, falsidade, e fraude.
Relembrei uma conversa que tinha tido umas horas antes com os meus amigos sobre heróis mortos, como Elvis, Che Guevara e muitos outros, e fez-me pensar como é que eles reagiriam perante a sociedade de hoje.
Por exemplo falo-vos de Martin Luther King que lotou contra a descriminação e o racismo que esta instituído nos EUA, em que havia uma espécie de apartheid, e que mesmo com a cabeça a premio este destemido homem lutou pelos direitos da igualdade entre todos os cidadãos Americanos.
Organizou e liderou marchas a fim de conseguir o direito ao voto, o fim da segregação, o fim das discriminações no trabalho e outros direitos civis básicos, para que acabassem com a ridícula exclusão das pessoas com um tom de pele diferente.

Acabou por morrer como um dos mais reconhecidos e respeitados homens do mundo.
Como Martin Luther King, também Nelson Mandela lutou frente ao apartheid, graças a essas lutas acabou por passar metade da sua existência enclausurado.
· Lei de Proibição de Casamentos Mistos (1949)
Barrou o acesso de pessoas de algumas raças de várias áreas urbanas
Proibiu pessoas de diferentes raças de usar as mesmas instalações públicas como bebedouros, banheiros e assim por diante.
Estas são algumas das leis que o apartheid tinha, e que Nelson Mandela fez frente durante a sua longa batalha.
Mas como quem espera sempre alcança, Nelson Mandela viu os seus esforços recompensados quando em 1993 ganhou o premio Nobel da Paz, e em 10 de Março de 1994, Nelson Mandela fez o juramento como presidente da África do Sul diante de uma eufórica multidão. Dentre suas primeiras acções foi criada a Comissão Verdade e Reconciliação e reescrita a constituição. Na eleição multirracial seguinte, o ANC de Mandela ganhou com larga margem, efectivamente terminando com a era do apartheid.
Mas também em Portugal houveram pessoas com grande coragem que fizeram frente a todas as adversidades e enfrentaram mesmo sabendo que poderiam morrer duram-te o processo.
Falo-vos de Humberto Delgado que Participou nas eleições presidenciais de 1958, contra o almirante Américo Tomás (apoiado por Salazar), reunindo em torno da sua candidatura toda a oposição ao regime. Numa famosa entrevista realizada pelo jornalista Mário Neves em 10 de Maio de 1958 no café Chave de Ouro, quando lhe foi perguntado que postura tomaria face ao primeiro-ministro (Presidente do Conselho dos Ministros) António de Oliveira Salazar, respondeu com a célebre frase “obviamente, demito-o”, que ainda hoje é frequentemente citada na política portuguesa em diversos contextos e variações. Foi a frase de declaração de guerra ao regime. Devido à sua coragem de dizer em público palavras pouco respeitosas e agressivas para o regime e para Salazar, ele foi cognominado ora de “General sem Medo” ora de “General sem Juízo”. Esta frase célebre incendiou os espíritos das pessoas oprimidas pelo regime salazarista que o apoiaram e o aclamaram durante a campanha (com particular destaque para a entusiástica recepção popular no Porto). Nas eleições presidenciais de 1958 acabou por ser derrotado graças à gigantesca fraude eleitoral montada pelo regime.
Mas como todos os opositores de Salazar também Delgado foi assassinado pela PIDE em 1965.
E como estes houveram muitos outros que lutaram contra outras lutas igualmente importantes, mas haverá alguém que lute contra o que se passa hoje.
Mas isso deixo para outro Post, para que eu possa expressar melhor a minha opinião acerca do que se passa actualmente.