Blog da Mota: Personal Content
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domingo, agosto 17, 2008

You are my cherry cola

Fuckin good times baby

domingo, julho 13, 2008

This life is a trip when you are a pshyco in love

"This song is about a girl I never really just got over"



quarta-feira, julho 09, 2008

Feel The Good Hit of The Summer

Verão,calor,miúdas umas cervejas e o meu ser sente-se realizado.A verdade é que este ano, adjacente a todos esses prazeres que o verão me concede( e já me concedeu estes dias) junto o trabalho e a preocupante entrada na universidade.Como sou um rapaz naturalmente abençoado no que aos grandes momentos diz respeito, tenho um trabalho e a entrada na universidade praticamente garantida! O que me resta? Divertir-me and jump arround with the Queens of The Stone Age.

terça-feira, maio 27, 2008

Open mind,open hearth, explicit content(Blogging from mental hell)

Os dias, as semana, os meses passaram e o vazio alastrou-se por este blog, até que nada mais do que memórias recalcadas pelo passado figurassem por estas bandas. Hoje regresso.Não que alguma vez tenho saído deste lado do ecrã, mas regresso à escrita ou pelo menos à tentativa de a concretizar. E cá me encontro, perdido na confusão da merda da minha cabeça, vivendo uma adolescência com traços de maioridade, sem saber ao certo para onde ir, quanto mais como lá ir parar. Merdas habituais, que nos assemelham neste nossa estúpida mas divertida existência, a qual tentamos dar o máximo sentido possível, enchendo-nos de valores e ideias, que na altura de o nosso corpo ceder ás leis da natureza, de nada servirão porque cremados,enterrados ou simplesmente abandonados a um canto, uma vez cadáver para sempre cadáver e diga-se adeus a tudo, porque não me venham cá com tretas do afterlife, que isto não funciona como estas pseudo-festas onde os meus congéneres de adolescência gostam de exibir todo a sua magnificente ignorância e não satisfeitos por uma noite de hipocrisia e destruição intelectual ainda têm merda na cabeça suficiente para irem as afterpartys. Portanto, morremos não existe afternada e o quer que tenhamos feito por terras do planeta azul de nada servirá.Assim deixam-se de hipocrisias e vamos dar importância ao que o nosso corpo realmente quer: prazer, em que forma venha ele,quer gostem de fumar,praticar sexo com ser vivos de outras espécies, comer merda basicamente o que vos der na gana;convém arranjarem um emprego estável numa área de interesse,para que os tais desejos possam ser cumpridos.Assim de repente é tudo o que me vem a esta cabeça,consumida por todas as porcarias que sou obrigado a ver e ouvir todos os dias.É fodido é encontrarem a pessoa com quem querem partilhar todos esses prazeres numa idade tão prematura como a minha,deixaram-se apaixonar por essa pessoa e quando reparam ela foi uma merda e fodeu-vos a cabeça.É que depois da merda feita por muitos arrependimentos, o Sr.Orgulho e a menina Virilidade não vós deixam voltar atrás.Too bad,nada que eventualmente não desaparece assim que este intelecto baralhado cresce e transforme este meu ser em alguém responsável e com uma vida equilibrada.Tudo a seu tempo.E porque até me sinto um bocado deprimido,nada que o meu sentido de humor intrometido não me ajuda a ultrapassar, os Radiohead revelam-se uns bons amigos e uma das únicas bandas do meu tempo que consigo idolatrar,não ao nível de um Hendrix ou afins mas a um nível já respeitável. Well,see you sometime somewhere, take care

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Since i´ve been loving you...

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Thats it

Puto egoísta, egocêntrico, mimalho e arrogante destrói de forma dissimulada e sempre charmosa o seu presente(agora, talvez passado) apenas na ânsia de conciliar dois mundos que desde o principio soube incompatíveis.


Desculpa...

sexta-feira, janeiro 11, 2008

About a fucker

A minha ausência no que toca á combinação aleatória de palavras de forma a dar vida a uma estrutura textual envolta numa idiotice magistral, tem-se vindo a alargar de tal forma que já começo a duvidar da minha capacidade para o fazer. A minha dúvida ganha relevância, quando mesmo passado todo este tempo continuo sem conseguir organizar as minhas ideias num texto. Tenho tanto para dizer, tanta daquela magoa que normalmente conseguía canalizar para posts deveras melancólicos. Talvez porque hoje em dia filtre esses sentimentos para a coitada da minha guitarra, talvez porque depois de tanto tempo de felicidade exacerbada se torne tão díficil lidar com esta dor, talvez,talvez...a verdade é que desta coisa em forma oval apoiada em cima do meu pescoço, a que habitualmente chamo cabeça e na qual reside um órgão que eu penso conter de seu nome cérebro, nada de produtivo consegue arrancar. Conseguir até consegue, mas não no que toca ás artes da escrita. Assim, procedo a uma outra arte, de origem milenar correndo o rumor de ter sido inventado por Julio César quando pela primeira vez foi interrogado sobre a sua alegada homosexualidade, e que tem como nome "encher chouriços". Tudo para me distrair do facto de ser um cabrão, com uma aptência especial para lixar a tua e a minha vida. Desculpa...não o faço por mal, não me consigo ver livre deste sentimento estapafurdio que se embrenha em tudo o que é pensamento meu. Na verdade não vais ler este texto...contigo xateada comigo comeco a perceber que fzes parte de mim...já não faz sentido sem ti! O que fode é que fui eu que te afastei com a minha parvoice! E mesmo agora, depois de toda a parvoice continuo confuso, sem saber "para onde me virar"! Enfim, let music ease my pain...


segunda-feira, janeiro 07, 2008

Is it charming to suffer in silence?

Suffering is suffering...it fuckin hurts anyway


Make that guitar cry David...


quinta-feira, janeiro 03, 2008

...delusions of greatness




but do i want you? anyway i cant get you!!

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Gaivota em terra

Um olhar pela janela é solto, um suspiro incerto é expresso por uma respiração em duvida de subserviência, o tempo esta feio, por mais quanto tempo, por quanto mais este vai exprimir o sentimento duvido, a presença da escuridão numa vida a qual as lágrimas caem intensamente numa terra que não aguenta mais a magoa que a vai deixar estéril.
Através da janela do meu quarto vejo aquela gaivota te que se tenta resguardar em terra, que tenta a qualquer custo chegar ao ninho, onde sabe que ali esta segura, quente e protegida, mas o vento impiedoso, cortante e gélido, faz com que esta ave espantosa, corajosa, esbelta em todo o seu significado e expressão, não se mova, o vento torna imóvel, e esta paira no ar, impossibilitada de chagar ao seu porto seguro.
Deitado na minha cama, no mesmo local onde eu e tu nos deitamos, e contemplamos o mesmo cenário, sem repararmos que nos braços um do outro seríamos eternamente felizes, observamos a mesma gaivota a voar livremente, para junto do seu ninho para junto do seu porto de abrigo.
Hoje, sozinho, envolto num frio perturbador, tento me agasalhar nos lençóis em que tocas-te, que o teu corpo deixou o seu aroma que ao final de tanto tempo ainda permanece, quanto mais me afundo nestes lençóis, mais frio tenho, mais fundo caio, num precipício o qual não vejo o seu final, apenas me tento agarrar em recordações que já não sei distinguir entre o real e a ficção.
As memorias, essas vão surgindo ao longo dos acordes, ao longo de pequenos sons que vou ouvindo, cada nota que a guitarra imana, é como se fosse um pedaço de ti que me estivesse a tocar, que posso fazer, sou apaixonado por música e memorias, lentamente estas duas consomem-me, lentamente as duas se tornam menos nítidas, e a cada dia que passa sou embriagado, e todos os dias me volto apaixonar por cada uma delas.
Seria uma mentira tão grande dizer que te esqueci, mas também seria outra grande mentira dizer que ainda te amo, ou talvez não, o vazio que sinto dentro de mim não se preenche, nem mesmo os acordes da guitarra, a luz da lua, nem mesmo as memorias me preenchem, vivo o passado com nostalgia do presente, e por doloroso que seja, o futuro ainda não faz parte desta dança, o qual este vazio faz questão que seja dançada apenas a dois.
É tão patético o que tenho visto nos últimos dias, pessoas, maravilhadas com um novo ano, dizem que as suas vidas serão novas que todo será melhor, diferente, mas nada muda, absolutamente nada, para mim não passa de mais uma dia normal, onde as pessoas normais, têm um motivo para festejar não sei o quê, festejar ou pelo menos desejar algo melhor das vidas as quais eles próprios estão cansados de ter.
Ao ver a gaivota a pairar no ar tão bem eu sou invadido por esse sentimento deprimente de rever o ano anterior, e como a dança continua, vejo o teu rosto aparecer de novo, sorris me docemente, um sorriso o qual não consigo apagar, um sorriso que me trás de volta um misto de sentimentos os quais me revolto de ainda sentir.
A felicidade que os teus lábios transbordavam, de quando nos podíamos tocar sem reserva, onde podíamos expressar os nossos pensamentos livremente, pois ali no nosso mundo éramos intocáveis.
Quase consigo adivinhar a reacção das pessoas que me conhecem, e que me pedem para seguir enfrente, como eu ironicamente a conselho os outros a seguir, mas preciso de escrever, como outros necessitam de tocar guitarra, este é o meu escape, por muito que a música me proteja, esta traz-me sempre de volta o rosto da pessoa que mais mexeu no meu mundo, e que apesar da distancia, ainda o põe de pernas para o ar.
Ao som de Radiohead, John Frusciante, Nirvana, Incubus, Jeff Buckley, Jimmy Hendrix, Led Zepplin, Bossa Nova, Ben Harper, Dealema, Mundo, Bob Dylan, Carlos Paredes, David Fonseca, Foo Fighters, Ornatos violeta, The Withe Stripes, Yellowcard, Queens of the Stone Age, ACDC, Aesop Rock, Arctic Monkeys, e tantos outros que marcaram a minha vida, uma vida repleta de surpresas, repleta de arte por vezes obscura, leituras duvidosas, experimentando os mais estranhos e controversos sons da música, ano após ano, duvida após duvida, Música atrás de Música.
Sem nunca tirar os olhos da gaivota que se bate com o vento de Inverno, este tira-lhe lentamente a vontade de viver, tira-lhe a possibilidade de voltar o seu ninho, seu porto seguro.
E numa fracção de segundo, o seu coração deixa de bater, e ela cai majestosamente para o desconhecido, sem aviso prévio, morre, sem ter chegado ao seu ninho, sem se sentir finalmente no seu mundo.
Enrosco-me mais nos lençóis, sinto o teu aroma, vejo de novo teu sorriso, mas cada vez se torna mais ofuscado, como se as luzes se apagassem, e sou invadido por um clarão de luz, olho pela janela e o vento parou, as nuvens começam a abrir, o teu sorriso desapareceu, e os acordes da guitarra devolvem mais uma vez o meu êxtase, sorrio por que sei que o vazio começa a desaparecer, é lento mas esta a desaparecer.

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Sick

Em casa doente e sem inspiração para escrever! A verdade é que dentro das paredes desta habitação tenho tudo o que necessito: a tua visita diária, a minha música, a minha guitarra, Jonh that brings me drugs e a fiel companheira televisão! Enfim...



domingo, dezembro 09, 2007

Things are changing....

Oh men, something is coming...







quarta-feira, novembro 14, 2007

Alecrim de Novembro

O dia foi frio, não passou de mais um dia de Novembro, frio, que anuncia o fim do Outono e o começo de um Inverno ainda mais frio, foi apenas mais um dia de Novembro, igual a tantos outros.
Mas este dia, tão normal para as pessoas que me rodeavam, tão igual aos dias que passaram anteriormente, e que ainda estarão para vir, este dia, foi mais frio para mim do que para qual quer outra pessoa, senti-me gelado, duro como um bloco de gelo.
Este frio que me consome, é um frio diferente daquele que, as pessoas que se encontram á minha volta se protegem, este frio entranha-se no meu corpo, gela o meu sangue, e fica na minha mente, este frio esta longe do frio físico, torna-se num nevoeiro serrado, que me impede de ver o mundo.
Estou forra de casa, o frio físico não me incomoda, mas á algo no ar que desperta o meu interesse, inspiro profundamente a noite fria e gélida, munida de uma escuridão tão densa que mal consigo distinguir o meu próprio pensamento, e inalo o doce aroma a alecrim, não é forte, é a penas um ténue aroma no ar que trás distantes recordações.
13 Anos antes do dia em que escrevo neste blog, 13 confusos anos que passaram na duvida de um ser, pelo qual tantas duvidas foi assaltado, muito antes de poder escrever, e de ser invadido por este vazio que me consome, eu perdi alguém, alguém que segurava o meu mundo, alguém que olhava par mim e acreditava, alguém que me amava.
Como este simples aroma consegue despoletar as memorias de um passado á tanto esquecido, melhor dizendo, tentado por no esquecimento, pois todos os anos, todos os dias em que me encontro no lado negro da minha mente, ele vem-me á memoria, e simples mente fico assim, pensativo, incapaz de poder controlar uma saudade desmedida, e incapaz de deixar de supor.
A 14 de Novembro de 1994, o mundo tal como o conhecia, foi de súbito assaltado, nele levaram uma alegria que já mais a voltarei a sentir, e um olhar que nunca mais o verei, a morte do meu avô foi longa e penosa tanto para ele como para os restantes familiares, mas era demasiado novo para perceber o que se passava á minha volta, era demasiado ingénuo para poder entender o que é que a morte significava, e era apenas uma pequena criança, não sabia o que é que era uma doença terminal.
E num ápice, para mim, todo aconteceu, a sua morte foi demasiado penosa para um pobre miúdo que via o seu avô como o Super-Homem, um miúdo que não conhecia injustiças, um miúdo que teve que aprender que a vida por vezes é injusta, e que com ele assim o seria para o resto da vida.
Hoje 13 anos depois estou invadido pela mesma nostalgia que me invade todos os anos, ou quando simples mente no mundo não á nada em que eu me poça agarrar, eu sei que poço recorda-lo.
A sua imagem ficou destorcida, e infelizmente necessito de fotografias para poder relembrar os seus traços, mas para relembrar as suas palavras, os seus gestos, ai não necessito delas, isso ficou-me gravado para sempre no meu ser, não interessa o tempo que viva, esses gestos, essas palavras, jamais serão apagadas da minha memoria.
Saudade é a palavra pela qual fugimos, é a palavra que temamos evitar, o sentimento, esse esta entranhado dentro de nós, e apenas tentamos esconder dos outros o quanto essa palavra nos afecta, mas passados tantos anos, tenho necessidade de me expressar, poder libertar algo que me pesa á já lagos anos, e que é o não poder velo todos os dias.
Inspiro outra vez, o aroma a alecrim já lá vai, mas os pensamentos e as memorias prevalecem, inundam-me os olhos de delicadas cantigas, cantadas para que o meu espírito sossegasse, e pode-se tranquilamente adormecer nos braços de alguém que me protegeria, e que ainda hoje me protege.
Não acredito em paraísos, nem em reencarnações, acredito que parte dele está comigo, que me segue, e que parte disto que escrevo, parte destes pensamentos que partilho com o mundo, são me transmitidos por ele, pois acredito que de alguma maneira ele esta dentro de mim, e faz com que a minha vida tenha algum significado.
Por esta razão é que fiquei desolado com a destruição do jardim dos sonhos mortos, a minha ligação com o meu avô era intensa quando estava nesse lugar, era como se ele estivesse ao meu lado, e através daquele lugar podia falar com ele, mas agora, expirando todas estas recordações para o ar gélido da noite, sei que o tenho comigo para todo o sempre, mesmo que o jardim tenha sido destruído.

quinta-feira, novembro 08, 2007

ARGHHHHHHHHHHHHRGHHHHH!!!

I don´t know what a fuck is going on with me! There´s this fuckin destructive thougt that is fucking my mind up! A feeling that i don´t even know if exists, something ivisibale that probably is nothing more then a fuckin fantasy. I don´t know...i really don´t. I can´t even get, why the fuck did i remember to feel this! I´m the only person to see something that don´t exists! Yes, i´m going crazy...but worst, for the sake of this madness i´m probably pushing away the most beautifull thing that i have right now...yes, i can´t push her away! I lover her! But i just can´t avoid this blody fantasy, is this really going on?! I simply don´t have the guts to ask you... AHRGHHHHHRHH!



segunda-feira, novembro 05, 2007

Morte dos sonhos e a ocupação do Vazio


O meu mundo desabou, os pequenos farrapos que restavam de um sonho, que não era vida, não era nada, apenas ilusão que não me deixava ver o quanto é dura uma queda, esse mundo morreu.
Apenas sobraram as cinzas, de como uma cidade se tratasse, o meu mundo foi atacado e dizimado pela força barbara da realidade, apenas deixando as cinzas e um rasto de destruição que não passam de memorias de um tempo sonhar era possível e viver um simples sorriso.
Sou incapaz de descrever o que vi, sou incapaz de explicar o que senti, apenas sei que foi levado pelo silêncio e pelo vazio, aquilo que ainda fazia feliz.
Minto, pois no meio da escuridão e do medo, por entre a penumbra e o fracasso, a maravilha pela qual me apaixonei profundamente, um dos últimos elementos neste mundo que me faziam inspirar profundamente e seguir com esta vida tumultuosa sem sentido, foi levado pela ganância e pela crueldade humana.
Que recordações dessa ilusão esse local me trazia, que aroma tão suave e tão frágil, ainda me consigo recordar, de sentir os cabelos de um anjo sobre as minhas mãos, e esse jardim que me envolvia, a mim e ao anjo, anjo esse, jardim esse que hoje não passam de meras memorias, da minha inútil existência.
Ao ver o vazio no mundo, a memoria troce-me as palavras que o anjo me proferiu nessa tarde de fantasia, “Jamais voltaras a este jardim, jamais me sentiras assim, o tempo é algo que não podes compreender, com ele viaja a vida, essa também não a compreenderas, de mim deixo-te apenas recordações que te atormentaram para toda a vida, mas descansa pois um dia ainda me poderás tocar, mas jamais te amarei como me vais amar”.
Do cimo daquele telhado velho e gasto pelo tempo, observo a tristeza que se abre sobre o meu espírito e sobre a terra que já amei, mas que não consigo amar de novo, este silencio, este vento que agora corre sem ser parado pelas folhas fortes das arvores que ali existiam.
O velho terreno olha para mim, conhece-me bem, sempre sentiu que eu sentia, mas agora chora, chora porque não consegue sentir, e deslumbra o seu velho, e acabado companheiro sem forças para lutar, sem direcção para ir, injuriado e devastado, este também solta uma lágrima, que escorre pelo rosto, e sem vergonha escorre a te ao solo que no passado já foi o seu paraíso.
Lentamente, vou sentido que os meus sonhos morrem, ainda mais lentamente vejo o vazio que se aproxima, não tenho receio, deixo entrar, pois não á mais nada que possa preencher o meu espírito, e a partir deste dia, espero que o anjo chegue, até lá sobrevivo escrevendo, escrevo sem o dom e sem a vontade que já se esgotou.
Á minha frente encontra-se uma dura travessia pelo deserto, não sei se alguma fez o passarei, nem se tenho forças para o atravessar, mas sei que do outro lado se encontra o Jardim dos sonhos mortos.
Não faço parte do mundo onde estou, onde não sou compreendido, é por isso que pretendo viver na sombra, e medito, fantasio, a ilusão de voltar para o nosso jardim, meu e do anjo, lá sim, poderei ser feliz.
Apenas deseja ter sanidade para poder ouvir esta musica enquanto busco o meu caminho até lá, Waiting On An Angel.

quinta-feira, outubro 25, 2007

Ao longe observo o mar

Ao longe observo o mar, hoje esta pintado de prata, tão fino e sedoso, esta distante de mim, mas parece que consigo sentir o seu brilho, esta tão brilhante hoje, quase se pode dizer que o mundo é perfeito.
Observo este mar, com olhos de poeta, estes olhos que viram já tantas maravilhas, tantas paisagens inesquecíveis, mas por muito que observem algo belo, já mais se deixam de se espantar, com beleza que é o mar que observo.
E finalmente invade em mim uma paz, o meu espírito inquieto sossega com o chamamento das ondas, aquelas que agitam suavemente o horizonte, fazem me viajar por memorias infindáveis, por vezes sem nexo, pois a beleza desse mar não me deixa pensar em mais nada.
Atravesso a praia que tantas vezes me deitei, viajei, sem rumo para sítios onde só eu posso chegar, onde falo com objectos e bichos, que respondem ao meu chamamento, eles percebem o que digo, é nesses sítios onde posso encontrar o meu verdadeiro EU, sem problemas, nem filosofias, só mente eu e o meu espírito, temos conversas, que não têm sentido, mas mostram quem eu sou.
Com um gesto gentil e despreocupado, passo a mão pela areia, está fria, estes últimos dias impiedosos de Outono trazem o frio, o cinzento, e um mar que se enfurece rapidamente, mas não me importo, mais cinzento que a minha própria existência anda estarei para descobrir, gosto do frio, e o mar hoje encontra-se calmo, pois não tem pressa, ele sabe que o dia acaba rápido.
A imponente capela apresenta-se com um ar austero, fria, no cimo das suas rochas, batidas até á sua destruição pelo mar impiedoso, mas estas não procuram a sua piedade, renegam esse sentimento de pena, pois apenas querem desfrutar todos os dias do mais maravilhoso que o mar tem para lhes oferecer, a sua fúria.
O sol, esse já vai baixo, outrora, a sua luz iluminava toda esta praia, agora deserta, deixando ver todo o brilho cintilante que a areia imana, dá voz ás dunas mudas, calcadas e profanadas pela gente que vê com olhos de ver e não com os olhos de sentir.
Mas agora, desistiu, deixou-se render, não tem mais força para iluminar o mal que esta patente neste mundo belo, neste mundo que destrói, e sem remorsos passa por cima daquilo que mais belo a terra tem para nó oferecer, agora esse sol apenas tem força para iluminar o céu, tingi-o de laranja, mas por pouco tempo, quando lhe prestarmos atenção, já este se deitou, e a escuridão abateu-se sobre o céu e sobre a terra.
Sento-me sobre as pedras silenciosas que gritam, mas só eu as posso ouvir, tento escutar, mas o seu berro é afogado pela fúria das ondas, a violência do seu embate faz com que possa sentir as minhas próprias vibrações, faz com que a música, que está dentro de mim se espalhe por esse oceano que foi prata mas que agora tem pequenos traços de um laranja solto, solto porque já não tem forças para continuar vivo.
Ao ver, ao ouvir, todo o que a natureza me diz e me mostra, não consigo deixar de pensar o quanto são fortes as palavras que aqui escrevo, as palavras que serão ignoradas, esquecidas, são proferidas sem destino por uma mente sem rumo, uma mente perturbada pela sua própria escrita, uma mente que se encontra pensativa, sentada numa rocha a ver o sol a desaparecer no céu.
E é nesse momento que a fúria se abate sobre o meu ser, sem aviso prévio, sem bater a uma porta tantas vezes arrombada por sentimentos que jamais esquecerei, é essa fúria que acaba com a voz das rochas, o chamamento das ondas, e a música que a mente fazia ouvir.
A fúria aumenta a medida que me vou apercebendo que a vida que vivo, a vida para a qual trabalho, a vida para a qual sem sentido, dou todo o que tenho, e em troca nada recebo.
O medo entra pela porta deixada escancarada pela fúria, este traz-me o fantasma da solidão, trás a violência da visão de uma rotina, a visão de uma vida sem sentido, uma vida de em que as palavras e os sentimentos não fazem sentido, uma vida para a qual eu trabalho todos os dias.
O meu espírito, aterrorizado encosta-se mais á rocha dura, que me protege da fúria do mar, espero que ela me proteja também dessa vida, mas sei que ela não o poderá fazer, sei que depois daquele momento voltarei para o sitio onde chamo casa, para as pessoas que chamo família, continuar a trabalhar para aquilo que continuo a chamar de vida.
Mas no horizonte deslumbro o meu amor, fixo-me nela, esta tão bela hoje, faz-me um sorriso que afasta a nuvem negra que consome o meu espírito, e com um gesto simples e encantador ilumina de novo toda a praia, dá de novo voz ás dunas, acalma o mar, e reconforta a minha alma.
O meu amor já vai alto no céu, sorrio para ela, chamo por ela, e ela acaricia-me com ternura, é nesse momento que sei que para onde quer que vá ela estará lá para me mostrar que ela eu posso amar, com ela posso sentir, falar, porque sei que ela sempre me amara.
Nesta visão da lua, decido regressar, decido prosseguir, em busca de algo, do que é ainda não sei, mas sei que tenho de continuar á procura de um sentido para mim, pois não poderei ali ficar, em breve o meu amor será engolido pelas nuvens e a solidão voltara ao meu espírito.
Infelizmente não poderei viver ao som de uma guitarra nem é luz da lua, pois sei que essa perfeição não se destina a um imperfeito como eu, penso que é isso que procuro, a perfeição, para que assim poder viver.

quarta-feira, outubro 24, 2007

...your smile when i say something idiot

Com todas as dificuldades, que temos vindo a passar, valorizo ainda mais os momento que passo contigo e cada simples gesto que deles fazem parte. Sem dúvida, sinto que voltamos á fase corte, onde eu, não obstante a natural cordialidade e "meiguice", sou um idiota! Ora essa minha característica, pudia perfeitamente fazer com que tu tomasses noção da realidade e percebesses que o rapaz que gostas é um anormal, mas, pelo contrário sempre que digo uma qualquer idiotice fazes esse sorriso, para o qual não encontro adjectivação, que em instastes faz toda esta minha personalidade forte cair, transformando-me em alguém frágil, sensível e que percebe a grandiosidade do amor que sente por ti...! Nem tão pouco consigo organizar ideias de forma a escrever um texto coerente, porque de 10 em 10 segundos, sou obrigado a sorrir pois a imagem do teu sorriso teima(felizmente) em não largar o meu pensamento! Pronto, vou dar por terminado o post, senão transforma-se em tal lamechice, que pode perfeitamente ser confundida com mariquice!

love you girl

terça-feira, outubro 16, 2007

Me, Grants and Pink Floyd

A juntar a todas os desgostos que acumulei esta semana, acabei de ter mais um! Perdi uma das pessoas mais importantes da minha vida. Eu amo-te mais do que possas imaginar, mas nao da...nao me sinto feliz ao teu lado! Como lidar com esta situaçao? E impossivel! Eu amo.te mas nao sou feliz contigo! Que merda! Sinto.me a pior pessoa do mundo...o que hei.de fazer? Encontrei a solução mais facíl e cobarde...beber! Não consigo suportar tanta dor, é humanamente impossível...quando nos deixamos dominar pelo amor, a perca dele e intoleravel, não consigo lidar com ela! Porra, estou desesperado, nem escrever consigo! Mas é nestas alturas que percebo as vantagens de possuir um blog...aqui posso escrever o que bem me aptecer, quando entender...serve como um desabafo! Merda...não consigo escrever mais nada!

segunda-feira, outubro 15, 2007

Como sofrer?

A minha vida foi para sempre marcada neste dias...este trágico evento permanecerá para sempre na minha memória, assim como a pessoa a ele associada. Jovem audaz, corajosa e divertida, vê a sua vida acabar de forma precoce e imatura, sem nunca ter experimentado aquilo que de melhor esta lhe tinha para oferecer. Não consigo aceitar que tal aconteça, as minhas emoções e os meus valores fazem-me sentir culpado por todas as acções prejudiciais ao meu ser que tomo diariamente. E então e Ana? Eu conscientemente desafio vários tipos de doenças, ela nunca o fez!Porque ela que sempre se preservou?Porque ela que sempre foi tão optimista? Porque!!?! Esta será a pergunta que todos os que sofrem a perda dela, estarão insistentemente a colocar, sendo ao mesmo tempo a fase do meu pensamento em que me aproximo da minha racionalidade. Fecho-me no meu mundo de pensamentos e não consigo lidar com a dor...por um lado tenho consciência que este acontecimento não se deu por nenhuma razão em especial, aconteceu da mesma forma que está a acontecer a muitos milhares de pessoas...depois encaro a morte da nossa presença física como o fim do caminho, deixando para trás teorias que defendam a continuação da presença espiritual...a certa altura contemplo as pessoas a minha volta que não conheciam a Ana e vivem o seu dia-a-dia de forma normal, algumas vivendo inclusive dias de grande felicidade...penso também, sendo esta a questão que mais dor me provoca, como é que me vou despedir da Ana? Não acredito que ela me ouça quando falo para ela, não me acredito que ela me veja enquanto escrevo este texto! Porra, não me consigo lembrar das ultimas palavras que lhe disse! Não consigo lidar com este sofrimento racional que me asfixia dentro do meu próprio corpo, que me prende a mim e á minha dor, revelando-se apenas no semblante carregado que a minha cara exibe... Como sofrer? Como lidar com esta dor? Para os que acreditam numa vida posterior à terrena, será consolador pensar que a nossa amiga estará a viver momentos de felicidade, mas e eu que tenho consciência de que tudo acabou? Como hei-de interpretar o facto de a Ana não puder voltar a sorrir, a correr, a falar, a gritar, a amar...? Sinto-me um prisioneiro do meu pensamento e sofro por ti a cada segundo que passa...

quinta-feira, outubro 11, 2007

Empiness replace my soul

Quais as palavras que exprimem o que se sente, palavras são meras tentativas verbais de expressar-mos o que nos vais na alma, qualquer tentativa de criar uma palavra para definir o que sinto neste momento é inútil.
O que sentem meus amigos, quando olhamos para esta situação que se passa nas nossas vidas, traz-me uma enorme revolta, fico sem palavras e sem expressam para traduzir a minha dor.
Sim, dor, dor de quem sofre e que nada pode fazer para ajudar, que nada pode fazer para que a pessoa pela qual sofremos não estar feliz e contente, sempre com um sorriso na cara, sempre á espera das coisas boas da vida.
Esta é a Xavinhas, esta é e vai continuar a ser a Xavinhas que todos os dias víamos a polar de alegria por ser de novo dia, é esta Xavinhas que vai voltar para a nossa beira, e ai podemos esquecer as saudades do seu riso, da sua energia, e da sua boa disposição.
Sinto que o mundo é injusto, sinto não, tenho a certeza, por muito que nos digam, ou leiam textos, não consigo deixar de ficar revoltado com tamanha injustiça, uma revolta que não sei explicar, é uma fúria tão profunda que tenho medo de perder a cabeça.
Para que essa fúria, essa magoa não se apodere de mim, escolho o silencio, escolho não ter qualquer expressão no meu rosto, simples mente fico como uma pedra, tento não pensar em nada, tento esvaziar a minha mente de qualquer pensamento, só assim poderei controlar a minha própria fúria.
A cada vez que olho para o céu não consigo deixar de me questionar se realmente existe um deus, não encontrava a resposta, por muito que olha-se, que pensasse, a resposta nunca aparecia, mas nos últimos dias olho com um olhar mais frio para o céu, e com as mesmas duvidas pergunto-me se deus existe, mas no meio dessas perguntas á uma certeza, se ele existe, então é injusto.
Uns dizem que faz parte do destino, que estava escrito, predestinado a que este mal se abatesse sobre a Xavinhas, outros dizem que é deus que decide quando á de chamar alguém para a sua beira, e á ainda outra pessoas que dizem que somos nós que escolhemos, somos nós que escolhemos ter uma doença vejam lá.
Sem grandes rodeios acho que isto é uma palhaçada, especialmente a parte de sermos nós a escolher se temos doenças ou não, para mim a pessoa que disse isto teve foi uma muito má escolha de palavras, mas não só neste comentário infeliz, mas em todo o seu discurso.
Com todo isto que está a acontecer na minha vida, com estas noticias que nos têm dado sobre o estado da Xavinhas, cheguei ao ponto de sentir um enorme vazio, cada vez mais se apodera de mim, nada posso fazer para o repelir, a minha alma esta perdida no meio de um turbilhão, num turbilhão infernal onde reina a confusão e perguntas sem respostas, Empiness replace my soul.